Cidadão de bem
Sou o atirador de medo Snipper da razão Minha mira não é brinquedo Matou quase meio milhão
Sou o picareta profissional Viciado em corrupção No espelho só vejo o mal Mas blasfemo como um cristão
O que me mostram eu não vejo Pois na escuridão tudo é luz Meu preconceito, mero desejo Só um inocente preso à cruz
Não quero o pão ao pobre Nem mesmo o peixe ao faminto Que valorizem quando me sobre De meu café qualquer quinto
Sou o camelo pela agulha Trazendo as pedras e o atirador Quando há fogo, eu fui fagulha Quando não há, eu sou a dor
Com essa ferida eu vivo e mato Também morro, nenhum amor E vai pingando, último ato Desse meu sangue que derramou