Eu
Sou materialista sem matéria Reflexo falso no espelho Mera imagem deletéria Com veneno me assemelho
A homeopatia de uma cura Se perde em anos de amargura Quero a liberdade de ser Com a opacidade de poder
Sou nada, vim do nada Aceito tudo, fico mudo Pensamento não tem voz Pensamento, meu algoz
Não aguento pensamento Não aguento meu lamento Não aguento arrependimento Não aguento
Olhar pra frente é enfrentar A temida lente que não mente Que não finge e que atinge Tudo o que tento alcançar
Ser transparente não é ser sábio Ser transparente é reagir Ser é ser Fábio Ser é sentir